Por: Redação Notícia de Limeira | Publicado em 10 de junho de 2020

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 O garoto escreveu uma carta endereçada à GCM, em que expressava seu desejo de conhecer o trabalho prestado pela corporação

 Era a última quinta-feira de abril, quando Arthur Samuel, de 8 anos, pediu emprestado o celular da mãe. Ele sentou-se em frente de casa e começou a acessar alguns jogos pelo aparelho. Minutos depois, notou uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) fazendo a ronda na rua onde mora, no Parque Hipólito, em Limeira. Foi, então, que resolveu colocar em prática uma antiga ideia.

 Correu para o quarto e escreveu uma cartinha endereçada à GCM, em que expressava seu desejo de conhecer o trabalho prestado pela corporação. Na carta, também disse que queria ganhar uma farda e os acessórios usados pelos guardas, incluindo um “chapéu” e uma bota. E encerrou o texto com a afirmação: “Eu gosto muito de vocês”. Para ilustrar a carta, desenhou dois GCMs e uma viatura.
Com a primeira parte do plano concluída, o garoto pegou novamente o celular e digitou o número da GCM, 153. No controle de rádio da guarda, estava a equipe do GCM Fagundes, que atende cerca de 2 mil ligações por mês. Em alguns instantes de conversa, o menino contou sobre a tal cartinha.

 Os GCMs Maciel e Cunha foram destacados para atender a “ocorrência”. Quando chegaram ao local, Arthur já os esperava no portão. “Logo que o menino viu a viatura, saiu correndo em nossa direção”, disse Maciel.

 Ao lado dos GCMs, Arthur tirou fotos, conheceu o interior do veículo, ouviu informações sobre o funcionamento do rádio de comunicação e entregou a cartinha. Para concluir seu trabalho, Maciel fez um boletim de ocorrência, anexou a carta e enviou o “caso” para ciência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil. “Já atendi vários tipos de ocorrência, mas nenhum como esse. Fiquei contente de ver como o menino gostava da GCM”, comentou o guarda.

 Mas a admiração de Arthur pela Guarda nem sempre foi assim. Quando era mais novo, ele contou que tinha medo dos guardas, mas aos poucos esse sentimento foi substituído por uma relação amistosa. “O carro da Guarda passava em frente de casa, buzinava, às vezes, eles conversavam comigo. Daí, fui perdendo o medo”, revelou.

 Como um típico garoto de 8 anos, o pequeno Arthur se diverte brincando de pega-pega, de esconde-esconde, de empinar pipa “sem linha de cerol” – fez questão de destacar – e é claro, de polícia e ladrão. “Eu sempre sou o policial”, adiantou. De todo o trabalho realizado pela corporação, ele afirmou que prefere “a parte em que os guardas abordam as pessoas”.

 Nesta quarta-feira (10), o prefeito Mario Botion realizou por completo o desejo do menino, presenteando-o com uma farda, um boné e um par de botas. Acompanhado dos pais, Arthur foi recebido na sede da prefeitura, no Edifício Prada, em um encontro que teve a presença do secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, Francisco Alves. “É emocionante a admiração do pequeno Arthur pelo trabalho da nossa corporação. E não é só isso. É um gesto de respeito e, por isso, fiz questão de conhecê-lo e também de participar da entrega da farda. A gente vê nos olhos dele a emoção e o carinho”, destacou o chefe do Executivo.

 Francisco Alves, por sua vez, falou sobre a satisfação de ver a comunidade se identificar com o trabalho da corporação. “Isso é resultado das ações realizadas nas escolas do município, dentro do projeto Educar Limeira. Por meio dessa iniciativa, organizamos palestras com os alunos, que despertam o interesse pela vida profissional, tanto na GCM como em outras áreas de segurança pública”, afirmou o secretário.

 Maria Catarina Gachet, de 48 anos, contou que Arthur é o mais novo, de um total de cinco filhos. “Ele conversa com todo mundo, é muito ativo e agitado, às vezes, assiste à televisão de ponta cabeça”, disse. Catarina é diarista, porém, desde o início da pandemia está sem emprego. O marido, Riquelmo, atua como motorista de caminhão e também enfrenta dificuldade para conseguir frete pela mesma razão. Sobre o futuro do filho, ela comentou que ainda é cedo para tomar uma decisão. “Ele disse que vai ser policial quando crescer, mas isso está nas mãos de Deus”, concluiu. (Da redação portal Notícia de Limeira)


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